terça-feira, 23 de fevereiro de 2010


It’s all about passion!



Conheci Julia num churrasco de colegas de trabalho. Uma gaucha de pele clara e cabelos ruivos, chamava a atenção por sua desenvoltura e sorriso solto. Na roda de desconhecidos ela fazia comentários sobre os projetos que tinha para ano que se iniciava. Falava de levar mais a sério os estudos, passar num concurso público, viajar mais para o litoral, pular de para quedas, fazer uma viagem a uma cidade de um país sul americano, conhecer o amor da vida dela, mudar de emprego, comer menos açúcar, entrar numa academia porque já estava se achando gorda, fazer novas amizades, ser menos estressada, trocar de carro...e por aí vai. Aliás, isso é o que eu estou lembrando agora! A verdade é que o que Julia estava fazendo é o que deveríamos fazer a todo instante, nos encher de idéias e criar projetos de algo desejado intensamente, porque só assim encontramos força suficiente para realizá-los.


Além de ficar impressionado com Julia, voltei para mim mesmo as questões que ela com grande entusiasmo refletia. Comecei a me perguntar o real fator que iria me ajudar a ser lançado na trilha de realização dos meus projetos. Mas como não se perder no meio do caminho, mesmo já possuindo uma lista intensa como essa de Julia? Neste caso, seria como começar a ler um livro e no decorrer dos dias deixá-lo ali fechado do lado da cabeceira da cama. Você o vê todos os dias, até às vezes o abre antes de dormir, folheia, tenta encontrar onde tinha parado a leitura, mas se sente cansado e o devolve ao mesmo ponto que deixara anteriormente. Eu já fiz isso demais, confesso! Mas de onde vem o entusiasmo, a empolgação de tornar o não concreto em real? Qual o combustível que teríamos que usar para turbinar a lista de desejos e fazê-los saltar para a realidade?


Não cheguei a perguntar para Julia de onde ela tinha tirado tamanho entusiasmo, mas percebi que ela era uma mulher de atitude, se mostrava disponível para lutar por seus sonhos. Saí do churrasco um pouco alto pela cerveja (e de carona, que fique claro!) mas ainda com aquele incomodo de que precisava antes mesmo de colocar no papel a lista de objetivos a ser alcançados, eu tinha que encontrar a paixão que tornaria tudo possível.

Foi a partir daí que percebi que nos últimos dias consegui realizar até mesmo coisas que não tinha listado porque além de tê-las desejado intensamente, vieram como conseqüência de uma atitude positiva diante dos demais projetos.


Então, cá estou escrevendo feliz, passando por um momento intenso e muito aberto à mudanças. Se é isto que faz diferença? Bem, resta ainda alguma dúvida?!



domingo, 29 de novembro de 2009


Fugindo dos enlatados




Até esses ultimos dias de novembro tem chegado muitas novidades no que diz respeito à musica. Tivemos os novos cds de Shakira, Lady GaGa, Madonna, Nelly Furtado, Rihanna, Joss Stone, Leona Lewis, entre outros. Mas estão todos num mesmo saco. Todos muito pops que chegam a cansar. A saída? Ouvir dois lançamentos que fogem da regra acima: John Mayer e Norah Jones.

John Mayer não mexeu em nada dos seus ultimos trabalhos para o novo Battle Studies. É cheio de baladas com letras que falam sobre a vida, amor e amigos ao som firme de uma guitarra. Mas com o tempo percebe-se que seu trabalho hoje está mais maduro, consistente e quando se ouve nos traz novas sensações aparecem facil, mesmo percebendo q nada de novo em seu trabalho foi mudado.

Mas algo que está me chamando mais a atenção é o novo trabalho de Norah Jones, The Fall. Ao mesmo tempo que escrevo este post apertei o play e estou praticamente na velocidade do cd. Norah, ao contrário de John, trouxe mudanças, mas nao o suficiente para se dizer que é uma mudança por completo. Essas mudanças são muito sutis mas perceptíveis para quem acompanha a jovem desde Come Way with me, seu primeiro cd e aclamado cd.

Pianista, Norah agora explora menos tal atributo, se utiliza mais de sons das cordas da guitarra o que faz deixar em segundo plano seu sangue jazzistico, mas muito presente na excelente It`s gonna Be e em Man of the hour em que declara amor ao cachorro como o único que não a decepcionará, nao por menos, ele está na capa do cd. O cd volta-se mais ao folk com pitadas homeopáticas de country e Blues como em Tell yer Mama. E como em todos os seus trabalhos traz uma certa melancolia, tranquilidade mas sempre presente o toque vigoroso e sensual que sua voz possui, como na linda December: “I will carry you, take me from the loneliest, place I have known”. Com um refrão desses não preciso dizer mais nada.

Agora pense em um dia que você esteja louco para fugir do pop, do rock ou de qualquer outro som. The Fall traz isso, uma excelente alternativa para acalmar, permite uma desaceleração e um ótima oportunidade para relaxar enquanto tudo ao seu redor possa estar numa velocidade incrivelmente rápida. Com este cd pode-se simplesmente esquecer de tudo e todos e ter um tempo só e de forma deliciosa.



domingo, 8 de novembro de 2009


Doutor, a laranja é azul!





Uma curta e rápida passagem pelo Rio de Janeiro é suficiente não só para ir à praia como tabém dar uma checada em algumas das centenas de peças de teatro que a cidade oferece. Neste ultimo final de semana estive no Centro Cultural Banco do Brasil na companhia de amigos para assistir a peça Laranja Azul do dramaturgo inglês Joe Penhal, adaptado por Marcelo Veloso.

Laranja Azul conta o drama entre um negro esquizofrênico e dois psiquiatras em um hospital psiquiátrico londrino, apontando questões como a divergência sobre diagnósticos, problemas políticos relacionados à saúde pública, racismo e jogos de poder.

Para assistir toda essa história antes de entrarmos na sala somos abordados pela equipe de produçao nos oferecendo jalecos brancos e, devidamente trajados nos deparamos com sala branca cercada de cadeiras e no meio uma espécie de laboratório montado (foto). A sensaçao que se tem é a de que iremos assistir uma aula e a de que estaremos julgando as razões das personagens que se esmeram em excelentes atuações. Ficamos no meio de uma disputa de vontades e de verdades. É aquela velha história de quem está com a razão.

Como se vê não é uma peça para rir, mas pelo fato de se tocar em questões tão delicadas que acompanham a humanidade, Laranja Azul oferece um texto bem trabalhado, intenso e cheio de verdades e nao nos deixa sair da sala com aquele peso de história complicada.

No elenco Rogério Fróes (O Bem Amado, Poder Paralelo) faz o médico experiente no alto de sua onipotência, Pedro Brício (Beleza Pura, Pé na Jaca) o estudante de medicina insatisfeito e Rocco Pittanga (Da cor do Pecado, Os Mutantes/Caminhos do Coraçao) o jovem esquizofrênico em que teima dizer que a laranja é azul. São eles que nos deixam com uma agitação por dentro porque conduzem com maestria todos os sentimentos de fúria, arrependimento, decepção, desprezo, ambição e paternalismo que permeiam a peça.

É uma peça curta, mas também com um tema como esses, fica mais acessível nao ultrapassar sessenta minutos. É uma boa chance de mergulhar em algo novo, com propósito, excelente produçao e atuacões.

Por falar em produção nao poderia de deixar de registrar meus agradecimentos ao produtor executivo Roberto Jerônimo que desde sempre nos oferece a melhor recepção carioca e, claro, pelos convites supermegaultravips para ver Laraja Azul.

Ah, a peça fica em cartaz até dia 3 de janeiro de 2010 no CCBB. E mais outro detalhe: não peça informações, caso esteja perdido, a vigilantes que circundam o local, eles não são nada amigáveis com os turistas.


domingo, 25 de outubro de 2009


Uma noite com Jesus



Quando entrei a pista estava um pouco cheia e as luzes a deixavam mais clara que o normal, sem lasers ou strobo (aquela que parece que são milhões de flashes ao mesmo tempo) e todas as atenções estavam voltadas ao Dj da noite chamada MIXTUREBA. A musica que abriu a apresentacao era house mas a batida ainda não tinha envolvido a todos porque a curiosidade de ver Jesus Luz se apresentando ainda era maior.

Jesus começou seu set as 2h da manha do domingo (25/10). De óculos escuros, de roupa preta e sozinho nas pick ups mostrava-se confiante na sua apresentação, apesar de volta e meia ia falar com um cara que permanecia no fundo do palco. Mas ele não errou, nao deu sequer um loop errado, se deu, foi imperceptível para alguém bem exigente como eu.


No momento estava sendo uma apesentaçao certinha, sem erros, mas ninguem estava procurando erro (será?), eu pelo menos, estava à procura de musica boa, novidades, novos remix, já que Jesus Luz teve acesso a djs renomados pelo mundo à fora e com certeza, contato com novos sons também. Depois da primeira, veio a segunda, terceira....décima primeira, opa! Tocou uma muito boa! Agitou geral no remix de When Love Takes Over. Peraí, não é música que a gente não pára de ouvir nas rádios? Pois é, Praticamente todo o set list estavam voltados pra esse tipo de música. Acredito, que para nao fazer feio e acertar em cheio. É, acertou,...mas ainda o gostinho por novidades permanecia.

Jesus, vibrava, batia palmas, sentia a música. Tudo como manda o figurino e, de certa forma, ele trabalhou bem essa quesito de encenação em que momento algum pareceu forçado, mas natural. Já eram quase quatro horas da manhã quando tocou “Celebration”, daí deixou no automático e começou a se despedir de quem estava no palco junto. A pista toda fervia, já que era mais que esperado ele tocar essa. Enquanto a batida envolvia a todos e os telões mostravam fotos do DJ e Madonna, Jesus começou a tirar algumas fotos com a produção da festa e depois foi embora. Alguns minutos depois leio no meu twitter a seguinte mensagem @JesusLuz15: http://twitpic.com/muwmn - Final da Tour...obrigado Brasil ! Indo dormir FELIZ!!! Até dezembro. THE END. Ele aproveitou e postou mais duas fotos da festa (inclusive, esta acima).

Essas duas horas de trabalho lhe renderam R$20 mil, de acordo com uma fonte amiga, valor que só tops conseguem.

Bem, eu fiquei mais um pouco para aproveitar o que a MIXTUREBA versão brasiliense tinha ainda a oferecer. E realmente tinha! Depois da saída de Jesus, uma DJ do Rio de Janeiro assumiu e mandou ver em músicas nacionais e internacionais dos anos 80. A festa que teve origem no Rio de Janeiro mistura sons eletrônicos e funk, mas a daqui o funk não rolou, uma pena! Em compensação a produção se esmerou em criar um ambiente de mistura, com frases engraçadas espalhadas pela boate, distribuiçao de máscaras, óculos coloridos e coroas de princepes e princesas. Tudo para gerar uma brincadeira e um ambiente divertido. ACERTARAM!

Já eram umas cinco da manhã e final de festa, voltei para casa com a sensação de que a noite com Jesus foi bem mais ou menos, a minha sorte foi a de que a MIXTUREBA me ofereceu outras possibilidades....bem, é melhor eu não comentar agora as outras... mas garanto que o final da noite foi ainda melhor mesmo sem Jesus.




segunda-feira, 12 de outubro de 2009


A loba está solta


Para mim é o cd mais esperado do ano. She wolf, o nono album de Shakira (se eu nao me engano) chega oficialmente nas lojas esta semana, mas na interntet já está disponivel pra download desde o dia oito de outubro.

Se for enumerar as funcões que ela mesma se ocupa em ter, passariamos por cantora, produtora, compositora, filantropa, coreografa e dancarina. Alem disso o que mas torna shakira tão mais fascinante? Diferentemente das divas pops da atualidade ela sequer lançou um livro em que aparecia pelada no meio da rua (Madonna), sequer anda pra cima e pra baixo só de soutien para promover seu trabalho (Lady Gaga) ou até mesmo sequer cogitou em criar duas pessonalidades e fazer disso um marketing como Beyoncè teima em fazer. Shakira construiu sua carreira com bases muito mais sólidas que o mundo do showbizz pode imaginar sempre se utilizando da seu talento de forma direta e certeira, escreve excelentes musicas, canta e dança como ninguem. Tão certeira que pelo que andei consultando, já vendeu mais de 600 milhões de discos pelo mundo inteiro. de acordo com a BMI (Broadcast Music, Inc).

O album de shakira She Wolf traz um som pop muito mais próximo com o que tem se ouvido ultimamente que são batidas sintetizadas com doses de anos 80 e reggatton, ritmo latino que tem dominado o mundo afora. Alem disso, ela nao perdeu sequer a dose ácida bastante presente nas letras de suas músicas. O cd começa mostrando uma mulher muito preparada para conquistar as rédeas de sua vida bem clara na música título do cd e vai fragmentando essa personagem também deixando sua parte mais sensível à amostra, seus erros, defeitos e fragilidade são de certa forma escacarada mas muito sutil em cada uma das nove músicas do cd. O cd todo possui doze num total, as outras três são ótimas versões em espanhol em que dá pra se perceber que ela brinca ainda mais com os sons de seu idioma. Este definitivamente é o charme principal de shakira.

Aos fãs da versão roqueira da cantora mais presente nos albuns anteriores, poderão se deliciar na ótima MonAmour em que aparecem mais sons da guitarra e a o ritmo lembra muito trabalhos anteriores como Don`t Bother e Animal City. Mas o trunfo da música é realmente a de querer colocar o ex namorado num avião e despachá-lo direto para o inferno terminando a musica com a frase: “Passengers with destination to Hell, Please proceed to your gate, we are ready to board now”.

E contrariando os mais romanticos, que curtem uma musica mais lenta, o cd traz apenas uma, Gypsy, que não é completamente lenta como outras antigas de Shakira, Gypsy é uma faixa envolvente pq se utiliza muito de percussão, é um charme vê-la cantando quase unpplugged inclusive no video ja pulicado de divulgação pelo Wall Mart Soundtrack em que você pode conferir no Youtube (clique aqui).

Me surpreendeu o novo cd de Shakira porque ela se atualizou, esteve antenada nos novos sons da atualidade e trouxe algo bem dançante. Para quem não acompanha o trabalho dessa cantora posso garantir que essa é uma otima oportunidade para conhecer e perceber que seu hips realmente continuam a não mentir e vão fazer qualquer um mexer por muito, muito tempo!